Tuesday, March 28, 2006

The Doors




Para àqueles que estão acostumados a ler esta coluna eu já aviso que hoje ela será diferente. Sim, resolvi mudar um pouco. Como sempre, irei falar sobre música, claro, mas desta vez com um ingrediente especial: o cinema. Música e cinema sempre andaram juntos, seja com uma boa trilha sonora, seja contando a história de algum músico ou banda. Se juntarmos estes dois ingredientes o que teremos? Teremos o filme The Doors de Oliver Stone, lançado em 1991.
Como você já deve ter reparado o filme é sobre esta grande banda californiana. Mas os Doors são apenas uma desculpa para contar a história do vocalista Jim Morrison, idealizador e compositor da banda, além de um dos ícones dos anos 60. A vida de Jim não se resumia à apenas sexo, drogas e rock and roll, mas em sexo, drogas, rock e filosofia. Sim, filosofia. Do nome da banda às músicas e até as apresentações ao vivo, tudo era muito bem concebido por Jim e tudo tinha um significado.
Comecemos pelo nome da banda. The Doors foi tirado do livro de Aldous Huxley, The doors of Perception (As Portas da Percepção). O livro é um relato de experiências do autor com drogas psicodélicas, principalmente o peiote. É fácil perceber que Jim era fã de peiote (principalmente quando tomado nos desertos da california), ele queria que a banda fosse igual ao peiote, que fizesse com que os ouvintes expandissem suas consciências, que abrissem as portas da consciência do público, que fizessem com que as pessoas atravessassem para o outro lado, como diz o grande clássico Break on Through.
A concepção musical dos Doors nós iremos dividir em duas partes, música e letra. A música tinha que despertar algum tipo de sentimento no ouvinte, fazendo com que ele tivesse alguma emoção ao escutar a música. Riders on the Storm e The End tinham como objetivo fazer com que o ouvinte entrasse em transe, se possível com a ajuda de alguma substância. Light My Fire, Break on Through e L.A. Woman serviam para as pessoas ficarem alegres, que dançassem e se divertissem. Backdoor Man e Gloria eram para estimular os desejos sexuais. Duvida? Escute Gloria com atenção e perceba que a música toda representa um ato sexual: conhecer uma garota seduzi-la, converse-la e transar com ela (a última parte fica clara com a mudança de ritmo da música).
Jim Morrison era um poeta e suas letras são pura poesia. Morrison era um impressionista, um surrealista e um niilista do mesmo quilate de seus grandes ídolos: Niezsche, Rimbaud, Baudelaire, Blake, Byron e Kerouac. Jim era um fatalista que adorava a morte, e ela era um tema constante em sua poesia (“este é o fim/ meu único amigo o fim”). Ele queria que as pessoas admirassem a morte, pois esta era uma maneira de se sentirem felizes por estarem vivos, e assim, aproveitarem melhor a vida.
Os shows dos Doors eram um grande evento. Quando Jim cantava que “No one here gets out alive” (ninguém sairá vivo daqui) ele queria dizer que as pessoas seriam outras ao termino do show. Segundo Jim: “Um concerto dos Doors é um encontro público que nós chamamos de discussão dramática especial. Quando nós atuamos, nós participamos da criação de um novo mundo e queremos celebrá-lo com o público”. Jim se proclamava Dionísio do século XX (Dionísio é o Deus grego do amor e dos prazeres) que tinha como obrigação trazer alegria e prazer às pessoas.


Túmulo de Jim Morrison em Paris

Mas os Shows dos Doors nem sempre foram assim. Pode parecer mentira mas Jim Morrison era uma pessoa extremamente tímida, e nos primeiros shows da banda ele cantava de costas para a platéia, com medo de encará-la de frente. Este fato esta relatado no filme, ele e outra histórias incríveis, como por exemplo: Jim chamava a rua onde Pam (sua futura esposa) morava de Love Street, que mais tarde virou o nome de uma música da banda. Outra história do filme: Jim não conseguia gravar a música Soft Parade pois não relaxava para cantar bem. A música só foi gravada com a ajuda de Pam, que deixou Jim relaxado o suficiente durante a gravação (assista ao filme e veja como ela conseguiu).
Nada melhor que acabar este texto com um trecho do escritor favorito de Jim Morrison, Friedrich Nietzshe:

“Apesar dos favoritos dos Deuses morrerem jovens
eles viverão eternamente na companhia dos Deuses.”

Hoje darei duas dicas de livros: As portas da Percepção de Aldous Huxley e O Anticristo de Nietzshe.

7 Comments:

Blogger Robinson said...

Mandou bem na escolha. Viajava (sem drogas) com Riders on the Storm num tempo em que a 97 FM só tocava isso. Vi o filme na época do lançamento e não entendi o papel do tal índio-alucinação. Meses depois, comprei a trilha do filme numa promoção. Pra ser mais pedante ainda, visitei o túmulo do Morrison em Paris, numa fria manhã de maio de 2000...

3:21 PM  
Blogger Robinson said...

Perto ficava o túmulo de Allan Kardec, mas nem com seu intermédio consegui um autógrafo psicografado do moço.

3:21 PM  
Anonymous Anonymous said...

"Encarar de frente" - redundância. Encarar já significa "olhar de frente". (Eudardo Martins, in Manual de Redação e Estilo, O Estado de S.Paulo/Maltese Editora).

3:32 PM  
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