Monday, January 23, 2006

O prenúncio






Depois da saída traumática de Syd Barrett, o Pink Floyd parecia caminhar para o seu final. Com a entrada do genial David Gilmor a banda arrisca em Atom Heart Mother, mas só começa a trilhar seu caminho musical com o disco seguinte, Meddle. Este disco antológico é muito admirado pelos fãs do Pink Floyd mas é totalmente desconhecido do grande público, tendo o seu brilho ofuscado pelo Dark Side of the Moon e The Wall.
Com Medlle a banda demonstra um grau de entrosamento e criatividade enorme que parecia insuperável. Parecia seu auge e os não poderiam ter a pretensão de esperar algo melhor. Mas todos se enganaram, pois o grupo quis ir mais longe e se superar gravando The Dark Side of the Moon, mas este é um assunto para depois, agora voltemos ao Medlle.
O disco, que foi gravado em 1971/72 no lendários estúdio Abbey Road em Londres, começa com a maravilhosa One of these Days. A introdução, ruídos de vento, é interrompida pelo hipnótico baixo do genial Roger Waters. A faixa conta com vários efeitos produzidos em estúdio, entre eles, as entradas de bateria no começo e o som dos pratos, durante a música, sendo reproduzidos de trás para frente. Isto mesmo, eles gravavam o som dos pratos e reproduziam na faixa ao contrário, causando um efeito impressionante. Sem contar a estranha letra com o vocal de Nick Mason, a letra tem apenas uma frase e diz: “Um dia destes eu te cortarei em pedacinhos”!!
Em seguida temos a tranqüila A Pillow od Winds. Com o suave vocal de Gilmor juntamente com seus solos de guitarra, a música faz com que o ouvinte se sinta em um sonho, deitado em algum vale verde deitado com seu amor ao seu lado e com ela respirando suavemente, como diz a letra.
Fearless tem um excelente riff de guitarra de Gilmor, que para variar também a canta muito bem. O curioso desta música é que ela termina de uma maneira surpreendente, com a torcida do Liverpool cantando seu grito de guerra “ You´ll never walk alone”. (ainda bem que eles não cantarão esta música em dezembro de 2005!). San Tropez, escrita e cantada por Waters, é um jazz lento e suave sobre a cidade litorânea de San Tropez que fica no sul da França, freqüentada por pessoas no mínimo milionárias.
Seamus é um Blues magistral que fecha a primeira parte do disco. A música é cantada por Gilmor e seu cachorro Seamus. Isto mesmo o cachorro!! Seamus tinha o costume de “cantar” (uivar seria a palavra mais apropriada) para seu dono enquanto ele tocava violão. Se vocês não acreditam vejam a dica que dou no final do artigo, nele Seamus aparece “cantando” em um palco com Rick Wright segurando seu microfone!
Por fim a sensacional Echoes com seus maravilhosos 26 minutos (apesar desta duração ela esta longe de ser chata). Criada a partir de diferentes sons elaborados por cada integrante da banda e justapostos em seqüência, o que não aparenta na música pois ela soa totalmente coesa. Rick Writgh está simplesmente sensacional, tanto no piano quanto no órgão, que parecem esta sendo improvisados, mas não estão. Nick Mason surpreende aqueles que acham que o único papel da bateria é dar ritmo à música, pois ele consegue fazer melodias completas com seu instrumento.
Agora um fato surpreendente sobre esta música. Ela esta sincronizada com o final do filme de Stanley Kubrick, 2001 – Uma Odisséia no Espaço. É a parte onde o astronauta tenta desligar o computador HAL 9000, e para aqueles que ficaram curiosos, é fácil achar na rede as cenas sincronizadas com a música. Você deve estar se perguntando: é possível que a banda tenha feito isto de propósito? É improvável, mas em se tratando de Pink Floyd, nada é impossível, sem contar que esta sincronia volta a acontecer com o disco The Dark Side of the Moon e o filme O Mágico de Oz.
Para finalizar eu gostaria de lançar um desafio: alguém consegue adivinhar do que é esta foto na capa do disco? Ela foi concebida pela banda e o objeto (ou parte do corpo) parece estar submerso na água.
A dica de hoje é o DVD Live at Pompeii do Pink Floyd, gravado nas ruínas da cidade de Pompéia (Itália) que foi destruída depois de uma erupção do vulcão Vesúvio. O interessante é que as ruínas não tinham energia elétrica e para a realização do show foi necessário um cabo que ligassem as ruínas à cidade mais próxima, que só ficava a uns quinze quilômetros de distância.

Eu voltei (e com novidades)

Pessoal eu voltei depois de um curto período de férias, e agora trago novidades!
A primeira é que os artigos serão publicados primeiro aqui neste Blog e depois no site spiner (não por muito tempo, logo eu mudarei de casa)!
A segunda é que futuramente eu começarei a fazer a resenha de alguns shows, e espero começar com o grande U2!
Espero que os meus 3 ou 4 leitores gostem!
Até
João